sábado, 13 de agosto de 2011

Platônico




  Tenho a sensaçao de que nada será como poderia ter sido...
  Olho para mim mesma e vejo escorrer entre meus dedos algo que não mais terei.
  Eu quis querer,mas não quis e vi sua partida, e com você se foi nossa história não vivida.
  Apenas peço, lembre-se de mim,mesmo como um passado que não passou,ou passou antes de ser...E eu,lembro-me de ti,como um futuro que não chegou,mas será...seria....poderia ser...
 
  
L.L.J.






segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pretérito Imperfeito


Não,não quero seu coração!
Seus afetos infundados,
Oferecendo sinceridade,
Vi tua insensibilidade...
Palavras?
De que me valem elas?
Se desprovida de sentimento estão?
Á procura da tua cura,encontrei minha loucura,
E agora? o que fazer?
Na insanidade de meus pensamentos,
Busco abster-me de você.
Adeus,adeus você...
Despeço-me friamente,pois é assim,
Só assim que irás entender a despedida.
O fim poderia doer menos,e você?será que sente?
A dor que sente é invenção,e tudo em você é ilusão
E você,será que pode me ouvir?você sente?
Agora,será que sente?
Quem sou eu,além da pefeição?
Tenho vida,sinto dor,eu tenho meus fantasmas...
Apenas quis te proteger,encobri-me por você.
E você?me entende?agora pode perceber?
Adeus palavras vãs,
Adeus sentiemntos infundados.

L.L.J.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Inacessível



Alma cheia de ilusões
Cheia de espera
Cheia de vida
Cheia de perfeições

Alma viva
Alma humana
Alma luz
Alma sensatez

Alma singular
Alma intensa
Alma imensa
Alma polidez

Inacessível
Incompreensível
Incompreendida
Alma lépida

Alma calma
Alma clara
Alma vibrante
Alma contagiante

Alma que sente
Alma crente
Alma descrente
Alma contentamente descontente...


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Precoce



É cedo demais para saber
Cedo demais para dizer
Cedo demais para sentir
É cedo, isso é o que sei dizer

Mas sei que me faz bem
Sei que gosto de achar que talvez seja
Sei que se talvez for eu vou gostar
Sei que espero sem saber o que virá

Se não chegar a ser
Valeu ter sido o que já foi
Pensar no amanhã é um erro
Bom mesmo é viver o que já é

L.L.J.

sábado, 16 de abril de 2011

O homem, a vida e Deus


Barco que segue sobre as ondas
Segue tranquilo pelo calmo mar
Mar que se agita com as tempestades
Fazem o barco quase naugragar

 Barco sem barqueiro, sem guia
Sem condutor, sem compahia
Logo se desinquieta sobre o arredio mar
E sem direção chega a afundar

Barco que segue sobre as ondas
Segue tranquilo pelo calmo mar
Mar que se agita com as tempestades
Mas o seu barqueiro está a controlar

Vento impetuoso, forte tempestade
Querem levar o barco à outro rumo da cidade
Mas o seu barqueiro, o seu firme condutor
Destina o seu barco ao rumo certo com vigor.

L.L.J.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Perda...

É como se meu coração estivesse à sangrar...

Como se meus pés não estivessem sobre a terra...

Como se minhas mãos tocassem apenas vácuo...

Como se minha cabeça não suportasse o peso dos meus pensamentos...

Como se minhas lágrimas não pudessem comportar todo o choro que há dentro de mim...

É como se minha boca,abrisse para dar espaço ao grito que corta a minha garganta e não consegue ecoar...

É como se meu coração estivesse num choro contínuo...

... ... ...


Eu choro...Pois a única pessoa que gostaria de abraçar neste momento,é a única pessoa que não mais posso abraçar.

L.L.J.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Claras Alusões

                                                       

  Ao surgir não surtiu nenhum efeito, que viesse a trazer a surpresa de algo que não se buscava. Seu efeito foi singelo, nada fora da “normalidade”, e sem mais definições.
  Uma vez, o que não era, foi mostrado sem ser... E quem não via, enxergou o invisível. Aquilo que não se buscava, surgiu! Foi aguçado pelo que se viu, embora sem ser concreto o que foi visto, então, o que de singelo se chamara, aos poucos passava a mudar.
  O efeito então, agora é uma metamorfose, que ainda não atingiu sua real definição.
  Mas, se quem mostrou o que não era, perceber que o que não era, é! Então, quem viu o invisível, enxergou o que se via! Assim, foi percebido o que realmente havia. Mas quem mostrou escondeu, e quem viu, fechou os olhos para que não tornasse a ver, porém ali ainda estava...
  Se o que foi escondido, voltar a aparecer... Quem viu, também voltará a ver. Então aquilo que surgiu, mesmo que sem ser buscado, causará outros rumores. A metamorfose então continuará,até que o que via, passará também a mostrar, e aquele que mostrava, passará a enxergar que era recíproco aquilo que foi mostrado.
  Eis aqui descrita, a realidade num “universo utópico”, mas dentro do universo real, em utopia pode passar a ser. Assim então, melhor que se torne... E a metamorfose, não mais assim será chamada... Não retomará a sua forma, mas também não evoluirá... Será apenas um resquício, do que foi e poderia ser.


                                                                                 L.L.J.